O senador Marcelo Castro (MDB) comemorou a reeleição para mais um mandato de oito anos no Senado Federal após conquistar uma votação recorde no Piauí. Com 100% das urnas apuradas, o parlamentar recebeu 1.307.833 votos, equivalente a 35,67% dos votos válidos, resultado que o colocou como o senador mais votado do país nas eleições de 2026.

Em entrevista concedida nesta segunda-feira (5), Marcelo Castro destacou que a votação foi construída em meio a uma disputa considerada acirrada pelas duas vagas ao Senado. Segundo o senador, apenas nos meses finais da campanha ele percebeu uma consolidação de sua candidatura, impulsionada pelo reconhecimento do trabalho realizado e pela receptividade encontrada durante as visitas aos municípios piauienses.
De acordo com o parlamentar, o resultado representou um crescimento expressivo em relação à eleição de 2018. Marcelo Castro ampliou sua votação em 495.620 votos, um aumento de 61% na comparação com o pleito anterior.
Ao analisar o cenário nacional, o senador reconheceu o avanço das forças de direita no Congresso Nacional. Segundo ele, o Senado Federal passou a contar com maioria de parlamentares alinhados a esse campo político, enquanto a Câmara dos Deputados também registrou fortalecimento de partidos conservadores.
Mesmo diante desse quadro, Marcelo Castro afirmou acreditar na possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Para ele, a estratégia da campanha petista deve ser ampliar a participação de Lula nos debates e apresentar à população um balanço das ações realizadas pelo governo nos últimos quatro anos.

O senador defendeu que o presidente compareça aos confrontos diretos na reta final da campanha e apresente comparações entre a atual gestão e governos anteriores. Segundo Marcelo, esse contato mais próximo com o eleitorado pode fortalecer as chances de vitória do petista no segundo turno.
Sobre o posicionamento do MDB na disputa presidencial, o parlamentar afirmou que o partido deve permanecer dividido. Marcelo Castro destacou que lideranças da legenda no Norte e Nordeste possuem forte alinhamento com Lula, enquanto integrantes da sigla nos estados do Sul mantêm proximidade com o campo bolsonarista.
Reeleito, o senador seguirá representando o Piauí no Senado Federal até 2035 e participará ativamente da campanha de Lula na etapa decisiva da disputa presidencial.



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