O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), manifestou-se contra propostas de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Durante entrevista concedida após as eleições, o ex-governador defendeu uma flexibilização maior das regras trabalhistas brasileiras e afirmou que os trabalhadores deveriam ter liberdade para cumprir jornadas mais extensas, caso desejassem.
Ao comentar o debate em torno das mudanças na legislação trabalhista, Mauro Mendes citou o exemplo de brasileiros que vivem nos Estados Unidos e trabalham longas jornadas para aumentar a renda.

Segundo ele, há trabalhadores que cumprem expedientes de 10, 12, 14 e até 16 horas por dia em busca de melhores ganhos financeiros. Na avaliação do senador eleito, alterações na jornada de trabalho precisam ser discutidas com profundidade para evitar impactos negativos na economia e no mercado de trabalho. Ele argumentou que uma maior liberdade de negociação entre empregadores e empregados poderia contribuir para o crescimento econômico e para o aumento da produtividade.
Mauro Mendes também criticou o que considera excesso de rigidez na legislação trabalhista brasileira. Durante a entrevista, afirmou que o Estado deveria atuar para garantir equilíbrio na relação entre capital e trabalho, mas sem criar regras que, segundo ele, limitam a liberdade econômica. As declarações ocorreram em meio ao debate nacional sobre mudanças na jornada de trabalho. Uma das propostas em discussão no Congresso prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a ampliação do descanso semanal, com dois dias de folga sem redução salarial.
A legislação trabalhista brasileira atualmente estabelece jornada regular de até oito horas diárias e 44 horas semanais, com possibilidade de realização de horas extras dentro dos limites previstos em lei.
Especialistas destacam que a caracterização de trabalho análogo à escravidão não ocorre apenas pelo número de horas trabalhadas, mas depende da análise das condições específicas às quais o trabalhador está submetido. Eleito para o Senado nas eleições de 2026, Mauro Mendes assumirá o mandato em fevereiro de 2027 e deve participar das discussões sobre possíveis mudanças nas regras trabalhistas que tramitam no Congresso Nacional. tramitam no Congresso Nacional.



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