Os bispos Dom Benedito Araújo, da Diocese de Campo Maior, e Dom Edivalter Andrade, da Diocese de Parnaíba, estão entre os signatários de uma carta aberta divulgada por integrantes da Igreja Católica às vésperas do segundo turno da eleição presidencial de 2026. No documento, os religiosos afirmam que uma das candidaturas em disputa representa ameaça à democracia, à soberania nacional e a princípios da Doutrina Social da Igreja.

Sem citar nominalmente os candidatos, a carta critica posições relacionadas à defesa da tortura, flexibilização do acesso às armas, políticas ambientais, programas sociais e à relação do Brasil com os Estados Unidos. O texto também menciona preocupações com a preservação da ordem democrática e afirma que os eleitores católicos devem considerar os ensinamentos da Igreja ao definir o voto.
Os bispos destacam que a eleição representa mais do que uma escolha política e classificam o momento como decisivo para os rumos do país. Segundo o documento, permanecer neutro diante do cenário atual pode trazer consequências para a democracia e para os valores defendidos pela Igreja Católica.
A carta também faz referência à outra candidatura que disputa o segundo turno. Embora reconheça que ela esteja sujeita a críticas, os signatários afirmam que o projeto tem histórico de compromisso com os pobres, a preservação ambiental e o respeito à Constituição.
Ao final, o manifesto conclama os católicos a comparecerem às urnas no próximo domingo, 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários e dos ensinamentos da Igreja. O documento reúne assinaturas de dezenas de bispos de diferentes dioceses do país, incluindo os representantes das dioceses de Campo Maior e Parnaíba, no Piauí.




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